terça-feira, 11 de junho de 2013

Uma solteira no dia dos namorados

Hoje é dia 10 de junho. Bom, quase 11 quando comecei a escrever. Estou voltando para casa após mais um dia cansativo de trabalho, e me dei conta de algo que me causou leve desconforto.

Mas calma! Não falo do meu relacionamento com os amigos. Os que tenho são suficientes para enfrentar uma guerra, e eu iria a uma guerra por eles. Falo de outro tipo de relacionamento.

Me dei conta que tenho uma marca a ser batida. Nunca passei o tal dia dos namorados acompanhada de uma figura do sexo oposto. E quando falo nunca, é nunca. Talvez só a versão americana (a data em fevereiro, que as escolas americanas costumam comemorar), mas até aí nem dei muita importância. E também porque terminei o namoro - por telefone - um mês depois. Mas isso não vem ao caso agora.
É que essa ficha caiu justamente quando voltava para casa. E foi esquisito, para dizer o mínimo.
Poderia aproveitar essa brecha pra chorar um pouquinho, me lamentar por isso e achar que a vida de workaholic ferrou com qualquer possibilidade de conhecer alguém bacana.

Também poderia falar que não sei lidar com sentimentos. Às vezes acho que desliguei essa parte, mas de repente aparece alguém que me desperta interesse, e sou tomada pelo medo. Será que me aproximo? Ele não vai me achar ridícula: Vai me olhar com desdém por causa do meu corpo? Vai ficar comigo por pena? E aí eu travo. Me fecho. O trem passa e eu sigo meu caminho.

Se eu disser que não sinto falta de uma companhia para fazer aqueles programas ridiculamente comuns de casal, mentirei. Assim como também mentirei ao dizer que não tenho medo de me jogar em algo novo. Muito pelo contrário, rola até um pânico.

Mas quer saber? Sou partidária do antes só do que mal acompanhada. E se for para aproveitar essa data só para ganhar um bom presente enquanto sou maltratada sem ninguém saber (e olha que tem muita gente que passa por tal situação), prefiro ficar sozinha.

E então, voltarei do trabalho, tomarei um bom banho e lerei um livro, com minha cachorrinha dormindo aos pés da cama. E risco o calendário. Os próximos dias sempre serão melhores.

I'll be just fine, como diz a Anneke, essa linda.


2 comentários:

  1. Quem te conhece e te acompanha sabe muito bem o que isso significa. Tenho o privilégio de ser seu amigo e saber muito bem como é passar por isso. Mas é aquela coisa, há certas situações que, por mais bacanas que sejam, a gente não é obrigado a passar. E não significa que há algo errado conosco. É apenas o curso da vida de cada um. Beijos!

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  2. Pra não escrever um texto aqui e me expressar errado eu só digo uma coisa: O dia dos namorados foi feito JUSTAMENTE pra quem não namora!
    Desde os meus 15 anos de idade eu passo o dia dos namorados acompanhada, minha vida é melhor por isso? ou sou mais feliz por isso? blé! Compartilho o lance da Gina no facebook... Comemorar o dia dos namorados solteiro é igual passar o feriado de finados vivo!! Você pode não participar das comemorações, mas as vezes está melhor do que os homenagiados.

    E agora uma palavra séria...esse medo, é coisa só da sua cabeça. E você SABE disso rs

    Te amo!

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