Até parece que foi ontem que a gente se trombou na casa da sua vizinha. Afinal, você era muito amiga dela e eu estava apenas começando a conhece-la. E tudo começou com uma troca de correspondências da Rock Brigade. Afinal, eu era uma garota de 18 anos (ou menos, rs) que não conhecia ninguém com gostos musicais semelhantes.
E nos aproximamos. E começamos a ouvir Savatage na casa da sua vizinha. Até hoje eu lembro da gente empolgada com a Edge of Thorns no quarto dela, berrando a letra em uma tarde de domingo qualquer.
E nos aproximamos. Até chegar no ponto que eu e você "desconsideramos" a sua vizinha. Por um zilhão de motivos que não valem a pena a citação aqui. Mas enfim!
Crescemos, estudamos, nos formamos - sua cara de orgulho ao me ver de beca no mesmo lado que o Chris Caffery foi priceless! Assim como eu me orgulhei quando eu soube que você decidiu partir para a sua pós - e continuamos sempre assim. Juntas. Mesmo separadas.
E nos respeitamos. Mesmo quando você acha esquisito meus surtos de misantropia, e quando eu acho estranho a sua vibe xamânica. Mas tem uma diferença. Amor.
Sim, porque sustentar uma amizade como a nossa nos tempos atuais não é coisa das mais fáceis. Estar perto mesmo estando longe, sentindo como a pessoa está mesmo conversando pelo MSN (a doutora está!), dando apoio nas coisas mais estranhas, e dando colo quando o mundo parece cair na nossa cabeça. E chorando juntas, seja no acústico com o Zak Stevens, seja quando alguém querido vai para o outro lado do véu.
Por isso eu acho que somos mais que amigas. Somos irmãs de pais separados, e que os deuses deram um jeito de aproximar há uns 14 anos.
Lembra quando comentamos que iríamos usar as bengalinhas do House pra sapecar gente chata no futuro? Eu quero a minha preta de chamas vermelhas, e a sua?
Feliz aniversário, sis.
Te amo nessa e em outras vidas. E em quantas mais existirem por aí.
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