Acabo de voltar do chá de bebê de um casal de amigos da faculdade. Voltei me sentindo, no mínimo, esquisita. Não porque me trataram mal ou algo parecido. Muito pelo contrário: eu fui a única solteira do local. E estou falando sério. Todos com namorados (as) ou casados (as).
A sensação que tenho é que a roda está girando e que eu não saí do lugar, enquanto vejo os outros mudando suas vidas de maneira até que radical. Junte-se a isso a aquele eco de parentes no meio da sua cabeça, falando de namoro, casamento e filhos. Pronto, taí mais um momento de neurose de uma mulher solteira na casa dos 30 anos.
Puxa vida, será que é difícil entender que é preciso ser feliz sozinho primeiro, para depois fazer o outro feliz? Não consigo me acertar 100% comigo mesma, e encaixar alguém a essa altura do campeonato me parece pouco sensato - embora sempre bata aquela vontade louca de ter um cobertor de orelha. Ainda mais com o frio maluco que está fazendo lá fora a essa hora.
Não é fácil exorcizar demônios. Não é fácil tentar abrir aquela casca que lhe envolve e resolver feridas que lhe incomodam. Não é fácil desabrochar, crescer, amar. Por isso pra mim é tão simples mergulhar no trabalho, nos livros, no computador. Na solidão.
Medo do que pode vir pela frente? Talvez. Mas eu chamaria mais de receio pelo futuro. Um véu escuro em meio ao que pode acontecer.
Enquanto isso, vejo a roda girando e pessoas que me são caras construindo seus castelos.
PS: Não entendam esse post como um desabafo desesperado de alguém querendo alguém, mas de alguém sentindo-se deslocada demais dentro do seu próprio universo.
Olha eu aqui lady pessoa.
ResponderExcluirAcredita que desde Domingo que estou te acompanhando nesta mesma roda gigante?
Mas eu ainda sou bem mais complicada,muitas coisas na cabeça que me fazem sentir totalmente loser.
Mas é isso aí, e vamos vivendo!!!
Vou lincar este blog no meu tá?
Beijinhos!