Não foi nenhum show de música brega, e nem de banda gringa pagando de emo. Mas a demonstração de que melancolia, boas melodias e carisma rendem muito choro e uma sensação de alma lavada que perdura até agora. Por isso você, amigo trOO que paga de malvado, não venha buzinar na cara com sua jaqueta de patches desgastados e me encher a paciência, ok? Ok. Continuando...Acho que poucas vezes vi minha timeline no twitter (aliás, me segue!) tão frenética com um show como esse do Katatonia. Banda com fãs fiéis, que nunca veio para o Brasil, e etc e tal. Bom, comprei meu ingresso na bacia das almas - faltando dois dias para o show, então PENSE na ansiedade antes e no alívio quando saí da loja com o bendito em mãos. Minha sis curte Primal Fear, então foi para o outro lado da cidade ver o Anvil. O que também não foi ruim.
Bom, após a agonia da espera (e da "maldita" sexta-feira de fechamento que me entope de trabalho), chegamos ao domingo. Após dias de muito calor, JUSTAMENTE NO DOMINGO cai uma chuva de proporções bíblicas, a ponto de interromper a circulação dos trens na região onde moro. Pense em um FUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU bem grande. Pois bem.
Com isso, me atrasei para o encontro com as meninas para o esquenta no boteco. Cheguei mais de meia hora atrasada, com os pés molhados e sem um pingo de dignidade. E claro que não vi ninguém no local combinado. Por isso, fui direto pra fila bater um papo com a Heineken - que estava uma delícia, diga-se de passagem.
Aí as meninas apareceram - e finalmente conheci a Patrícia e a Monique - , rolou aquele afofamento básico (muita demon
stração de amor no rock doido) e morremos de frio e com a chuva até entrar na casa. E fora o resto do pessoal agregado na fila que acabou se espalhando dentro da casa. Eu, Michele e Patrícia acabamos ficando mais próximas, junto com outras meninas - sorry girls, eu não lembro o nome de vocês agora!
Cerveja, risada, arrumar um lugar bacana para ver. E a expectativa. Cara, a gente ia ver o Katatonia! Nem eu estava acreditando muito bem no que ia acontecer.
Para não perder o hábito, o show começou com atraso. Cara, atraso em show de domingo é uma sacanagem. As pessoas esquecem que o público trabalha/depende de transporte público? Falta de respeito tem limite.
Esse momento de indignação só aumenta quando entra a banda de abertura, a Of The Archaengel (não sei se está certo). A banda tenta parecer o Paradise Lost da fase mais moderninha, mas acho que falta alguma coisa. E outra: um pouco mais de simpatia e educação com o público deveria ser REGRA para uma banda que está querendo divulgar seu trabalho. Os caras tem uma postura um tanto quanto... vamos dizer assim... altiva demais para uma banda iniciante. Pavão demais para o meu gosto.
E outra coisa: ver o vocalista virando uma garrafa de água no cabelo para mante-lo baixo no meio do show não é algo bom de se ver. E a cachoeira advinda disso, menos ainda. Enfim, a banda não foi tão bem recebida, por mais que tenha rolado um esforço. Deveriam ter colocado o Molejão pra abrir, seria mais engraçado. E não faltaria gente pra dança da vassoura - Beijo, Mi!
Seis músicas depois, e 45 minutos de espera, com direito a galera levantar a cortina pra ver passagem de som na expectativa de uma foto ou algo parecido. Enfim, toda uma tensão. E a ansiedade crescia. Aí... Finalmente... Começa o espetáculo. Sem introdução nem nada, a banda aparece por trás das cortinas e rola todo um delírio. Eu e a Patricia ficamos literalmente nos pés do Per "Sodomizer" Eriksson (aquele lindo, né Pat?), meio que não acreditando naquilo.
Após a saudação ao público, mandam a Day and Then The Shade.
(gravado de celular, então a qualidade tá zoada)
Ali a ficha começou a cair. Eram eles ali na nossa frente. A voz do Jonas estava incrível, e a banda soa bem mais pesada ao vivo. Apesar dos problemas técnicos que atormentaram os músicos durante a primeira parte do show - principalmente com o Per - , os caras se mostraram bem comunicativos e até um pouco surpresos com a casa lotada. E barulhenta, pois todo mundo quase botou os pulmões pra fora.
Em seguida, mandaram Liberation. As músicas do Night is the New Day soam um pouco menos melancólicas ao vivo, me parecem bem mais pesadas, o que dá uma cara bem melhor.
Enquanto tentavam resolver os problemas técnicos, o Jonas Renkse conversou com o público, dizendo que a espera de 20 anos para tocar no Brasil chegava ao fim, para delírio do povão. Aí, tocaram a My Twin.
Meu amigo, o que foi aquilo. Parecia que o Hangar 110 ia para o chão com todo mundo berrando a letra. Incluindo eu. Fora o tanto de gente CHORANDO, não acreditando no que estava acontecendo. Mas acredite em mim, ficaria ainda pior.
Para acalmar um pouco os ânimos, mais uma do último disco: Ownard into Battle, que não me agrada taaaaaaaaaaaanto mas que ficou bem bacana ao vivo. Sem dar pausa pra nada, tocaram logo a The Longest Year, a minha favorita do novo disco e que quase me deixou sem garganta para o resto.
(ops, não era do Great Cold Distance, hehehehe)
A choradeira do público começou MESMO dessa parte do show em diante. Quando os primeiros acordes de Soil's Song começaram a ser tocados, tinha gente atrás de mim falando "puta que pariu, não acredito que estou vendo o Katatonia ao vivo!". Até aí, normal, todo mundo berrando enlouquecidamente, etc e tal. Até começar a Omerta, que ficou uma FOFURA ao vivo. E uma cena emblemática foi uma menina ao meu lado, de braços cruzados, mas cantando tudo em meio a lágrimas. Acho que resume bem o que aconteceu ao longo do show todo.
Foi quando chegou a minha vez de ir às lágrimas. Logo nos primeiros acordes da Teargas.
Admito que essa é a música que mais ouvi nos últimos meses, e sempre que a ouço rola um looping nervoso. E quando ouvi o Per tocando-a, os olhos inevitavelmente ficaram cheios de água. Fora o arrepio.
Logo em seguida, Saw You Drown (que não é das minhas favoritas do Discouraged Ones, poderiam ter tocado Cold Ways - ou mesmo a I Break - que eu ficaria mais feliz), Idle Blood, pra manter o clima mais sossegado, até tocarem a Ghost of the Sun, uma das melhores (senão a melhor) do Viva Emptiness pra mim - embora o disco inteiro em si não esteja frequentando tanto a minha tracklist. De tanto que ouvi durante um tempo.
Pra terminar a sequência do Viva Emptiness, Evidence (que é sensacional ao vivo) e Criminals (que eu enjoei de tanto ouvir, mas que ficou ok). Pra terminar a primeira parte do show, uma das mais sensacionais do Great Cold Distance, e uma das minhas favoritas: July. Aí já estava uma choradeira sem fim ao meu redor, hehehehehe
Aí, uns minutinhos de espera. Quais as outras surpresas que nos aguardavam? Para minha alegria, uma sequência mais que matadora, com For My Demons - já falei que o Tonight's Decision é um dos meus discos favoritos EVER? ADORO essa música, mas se tivessem tocado In Death, a Song eu não estaria escrevendo este post gigantesco para vocês (ou alguém) dividindo isso, pois teria morrido do coração, hehehe
Logo em seguida, a minha favorita do Night is a New Day: Forsaker
Pra zoar o barraco de uma vez, tocaram Leaders. Eu já não tinha voz para mais nada.
Aí os putos resolveram jogar a pá de cal no povão. Com gosto e força. Foi quando vi a Pat baixar a cabeça e chorar. Começando com Without God, CLÁSSICA DAS CLÁSSICAS COISA LINDA DE TUDO MINHA BRAVA GENTE.
E aí, pra me ferrar de uma vez, Murder. Fiquei sem pernas de tanto que eu pulei - para comprovar o tanto que eu pulei, veja isso. O som tá zoado pra cacete, mas é minha mão com celular pulando enlouquecida na frente do cara bem no começo do vídeo xD.
Fim de show simplesmente apoteótico, para fechar uma noite cheia de encontros bacanas.
Agradecimentos pessoais:
- Monique, SUA LINDA! Obrigada pela paciência ao me aguentar correr atrás dos caras para conseguir algumas fotos e autógrafos. Fico te devendo uma cerveja.
- Patricia, SUA LINDA! "Chaveirinho" que aguentou comigo a frente do palco o show inteiro. E foi lindo de doer, ainda mais nos pés do Per, hehehehehe. E lembre-se: você está na minha lista sempre!
- Michelle, SUA LINDA! Mais uma noite do rock doido pra gente se divertir e, desta vez, quase morrer do coração de tanta emoção! Agora tem que rolar alguma coisa menos maluca (se bem que inevitavelmente saem maluquices em qualquer lugar quando tem gente do rock doido por aí, hahahaha)
What is it in my eyes
A piece of broken glass
Is this the time I should be on my knees for you
Is this your way of telling
Another has been found
Now I know it's teargas in my eyes...
Aí as meninas apareceram - e finalmente conheci a Patrícia e a Monique - , rolou aquele afofamento básico (muita demon
stração de amor no rock doido) e morremos de frio e com a chuva até entrar na casa. E fora o resto do pessoal agregado na fila que acabou se espalhando dentro da casa. Eu, Michele e Patrícia acabamos ficando mais próximas, junto com outras meninas - sorry girls, eu não lembro o nome de vocês agora!Cerveja, risada, arrumar um lugar bacana para ver. E a expectativa. Cara, a gente ia ver o Katatonia! Nem eu estava acreditando muito bem no que ia acontecer.
Para não perder o hábito, o show começou com atraso. Cara, atraso em show de domingo é uma sacanagem. As pessoas esquecem que o público trabalha/depende de transporte público? Falta de respeito tem limite.
Esse momento de indignação só aumenta quando entra a banda de abertura, a Of The Archaengel (não sei se está certo). A banda tenta parecer o Paradise Lost da fase mais moderninha, mas acho que falta alguma coisa. E outra: um pouco mais de simpatia e educação com o público deveria ser REGRA para uma banda que está querendo divulgar seu trabalho. Os caras tem uma postura um tanto quanto... vamos dizer assim... altiva demais para uma banda iniciante. Pavão demais para o meu gosto.
E outra coisa: ver o vocalista virando uma garrafa de água no cabelo para mante-lo baixo no meio do show não é algo bom de se ver. E a cachoeira advinda disso, menos ainda. Enfim, a banda não foi tão bem recebida, por mais que tenha rolado um esforço. Deveriam ter colocado o Molejão pra abrir, seria mais engraçado. E não faltaria gente pra dança da vassoura - Beijo, Mi!
Seis músicas depois, e 45 minutos de espera, com direito a galera levantar a cortina pra ver passagem de som na expectativa de uma foto ou algo parecido. Enfim, toda uma tensão. E a ansiedade crescia. Aí... Finalmente... Começa o espetáculo. Sem introdução nem nada, a banda aparece por trás das cortinas e rola todo um delírio. Eu e a Patricia ficamos literalmente nos pés do Per "Sodomizer" Eriksson (aquele lindo, né Pat?), meio que não acreditando naquilo.
Após a saudação ao público, mandam a Day and Then The Shade.
(gravado de celular, então a qualidade tá zoada)
Ali a ficha começou a cair. Eram eles ali na nossa frente. A voz do Jonas estava incrível, e a banda soa bem mais pesada ao vivo. Apesar dos problemas técnicos que atormentaram os músicos durante a primeira parte do show - principalmente com o Per - , os caras se mostraram bem comunicativos e até um pouco surpresos com a casa lotada. E barulhenta, pois todo mundo quase botou os pulmões pra fora.
Em seguida, mandaram Liberation. As músicas do Night is the New Day soam um pouco menos melancólicas ao vivo, me parecem bem mais pesadas, o que dá uma cara bem melhor.
Enquanto tentavam resolver os problemas técnicos, o Jonas Renkse conversou com o público, dizendo que a espera de 20 anos para tocar no Brasil chegava ao fim, para delírio do povão. Aí, tocaram a My Twin.
Meu amigo, o que foi aquilo. Parecia que o Hangar 110 ia para o chão com todo mundo berrando a letra. Incluindo eu. Fora o tanto de gente CHORANDO, não acreditando no que estava acontecendo. Mas acredite em mim, ficaria ainda pior.
Para acalmar um pouco os ânimos, mais uma do último disco: Ownard into Battle, que não me agrada taaaaaaaaaaaanto mas que ficou bem bacana ao vivo. Sem dar pausa pra nada, tocaram logo a The Longest Year, a minha favorita do novo disco e que quase me deixou sem garganta para o resto.
(ops, não era do Great Cold Distance, hehehehe)
A choradeira do público começou MESMO dessa parte do show em diante. Quando os primeiros acordes de Soil's Song começaram a ser tocados, tinha gente atrás de mim falando "puta que pariu, não acredito que estou vendo o Katatonia ao vivo!". Até aí, normal, todo mundo berrando enlouquecidamente, etc e tal. Até começar a Omerta, que ficou uma FOFURA ao vivo. E uma cena emblemática foi uma menina ao meu lado, de braços cruzados, mas cantando tudo em meio a lágrimas. Acho que resume bem o que aconteceu ao longo do show todo.
Foi quando chegou a minha vez de ir às lágrimas. Logo nos primeiros acordes da Teargas.
Admito que essa é a música que mais ouvi nos últimos meses, e sempre que a ouço rola um looping nervoso. E quando ouvi o Per tocando-a, os olhos inevitavelmente ficaram cheios de água. Fora o arrepio.
Logo em seguida, Saw You Drown (que não é das minhas favoritas do Discouraged Ones, poderiam ter tocado Cold Ways - ou mesmo a I Break - que eu ficaria mais feliz), Idle Blood, pra manter o clima mais sossegado, até tocarem a Ghost of the Sun, uma das melhores (senão a melhor) do Viva Emptiness pra mim - embora o disco inteiro em si não esteja frequentando tanto a minha tracklist. De tanto que ouvi durante um tempo.
Pra terminar a sequência do Viva Emptiness, Evidence (que é sensacional ao vivo) e Criminals (que eu enjoei de tanto ouvir, mas que ficou ok). Pra terminar a primeira parte do show, uma das mais sensacionais do Great Cold Distance, e uma das minhas favoritas: July. Aí já estava uma choradeira sem fim ao meu redor, hehehehehe
Aí, uns minutinhos de espera. Quais as outras surpresas que nos aguardavam? Para minha alegria, uma sequência mais que matadora, com For My Demons - já falei que o Tonight's Decision é um dos meus discos favoritos EVER? ADORO essa música, mas se tivessem tocado In Death, a Song eu não estaria escrevendo este post gigantesco para vocês (ou alguém) dividindo isso, pois teria morrido do coração, hehehe
Logo em seguida, a minha favorita do Night is a New Day: Forsaker
Pra zoar o barraco de uma vez, tocaram Leaders. Eu já não tinha voz para mais nada.
Aí os putos resolveram jogar a pá de cal no povão. Com gosto e força. Foi quando vi a Pat baixar a cabeça e chorar. Começando com Without God, CLÁSSICA DAS CLÁSSICAS COISA LINDA DE TUDO MINHA BRAVA GENTE.
E aí, pra me ferrar de uma vez, Murder. Fiquei sem pernas de tanto que eu pulei - para comprovar o tanto que eu pulei, veja isso. O som tá zoado pra cacete, mas é minha mão com celular pulando enlouquecida na frente do cara bem no começo do vídeo xD.
Fim de show simplesmente apoteótico, para fechar uma noite cheia de encontros bacanas.
Agradecimentos pessoais:
- Monique, SUA LINDA! Obrigada pela paciência ao me aguentar correr atrás dos caras para conseguir algumas fotos e autógrafos. Fico te devendo uma cerveja.
- Patricia, SUA LINDA! "Chaveirinho" que aguentou comigo a frente do palco o show inteiro. E foi lindo de doer, ainda mais nos pés do Per, hehehehehe. E lembre-se: você está na minha lista sempre!
- Michelle, SUA LINDA! Mais uma noite do rock doido pra gente se divertir e, desta vez, quase morrer do coração de tanta emoção! Agora tem que rolar alguma coisa menos maluca (se bem que inevitavelmente saem maluquices em qualquer lugar quando tem gente do rock doido por aí, hahahaha)
What is it in my eyes
A piece of broken glass
Is this the time I should be on my knees for you
Is this your way of telling
Another has been found
Now I know it's teargas in my eyes...
Acho que esse foi o post mais perfeito que eu li sobre o show do Katatonia. Vc conseguiu expressar direitinho aquilo que sentimos naquele domingo.
ResponderExcluirA banda de abertura foi uma belíssima de uma merda. Humildade é mais qdo vc está no começo, mesmo que esteja abrindo pra uma banda foda. Aliás, os caras do Katatonia foram mil vezes mais simpáticos que esses cidadãos aí.
Mas e daí? Vimos o Katatonia e resto é resto!
Amei ver esse show, ainda mais na sua companhia e das meninas. Aliás, as meninas que vc mão lembra o nome são Marina e Natalia! hahaha
E que eles voltem o quanto antes, pra eu perder a voz mais uma vez!
Beijos, querida
Confesso que nunca tinha ouvido Katatonia antes desse post. Mas o texto me aguçou a curiosidade e eu gostei a lot.
ResponderExcluirParabéns Tatz!