- Responde rápido: acústico ou elétrico?
- Acústico.
Basicamente foi assim que eu e minha sis definimos o presente de Natal. Dela.
Sabendo que um dos grandes desejos dela era ver o Zak mais de perto - 98 não vale, pois ele ficou preso em Miami e chegou em cima da hora para o show do Monsters of Rock -, eu quis botar pra quebrar e dei um ingresso para o show acústico do Circle II Circle, principalmente porque ia acontecer um meet & greet com a banda depois. Unindo o agradável ao mais agradável ainda.
Corta.
13 de Fevereiro de 2011. Blackmore Rock Bar.
Domingo de calor em São Paulo. MUITO calor, diga-se de passagem.
Eu já estava super bem (leia-se rouca) devido ao show do dia anterior. E eu não deixaria de ir no dia seguinte. Desta vez saí mais cedo de casa mas, ao contrário do que vi na chegada do Hangar, a fila do Blackmore estava bem mais sossegada. Apesar do calor e do jogo do Corinthians no boteco.
Como sempre, a abertura da casa também atrasou: 18h00, aí passou para as 18h30, mas ou bem. Eu revelo porque o que aconteceu lá dentro valeu cada centavo.
Eu e minha sis estávamos bem calmas e controladas, e até conseguimos um banquinho no canto, relativamente perto do palco. E eu curtindo a edição americana do The Wake of Magellan que eu comprei por 30 dinheiros - que, aliás, dá de um zilhão na edição nacional só pelo encarte. Não passei pra frente pq está autografada pelo Zak e pelo Chris Caffery, então abafa o caso.
Jogando papo fora, casa razoavelmente cheia (dava pra andar e os ventiladores funcionavam!), os trabalhos foram iniciados às 20h. Como este era o primeiro show acústico da carreira do Circle II Circle ninguém sabia ao certo o que esperar.
Até ouvir os primeiros acordes de Take Back Yesterday.
Mesma energia, mesma pegada. E eu de novo sem voz, já que é a minha favorita do disco. Banda muito afiada, embora Zak Stevens tenha reclamado MUITO do equipamento.
Como eu não fui como jornalista, lembro de quase nada da ordem do set. Se eu não me engano, tocaram músicas como Symptoms of Fate, Anathema, e uma que eles não tocaram no elétrico: Blood of an Angel, que ficou LINDA no formato acústico
E também teve a Soulbreaker - "as minhas antigas namoradas costumavam ser bem legais". Pena que não gravaram o começo - "essa é uma música que fala sobre mulheres que arrancam seu coração e pisam em cima dele".
Porém, como não poderia ser, também tocou Savatage. Essa parte merece vários adendos.
A começar pelo guitarrista Rollie Feldman, que é um HERÓI em tocar músicas como Edge of Thorns e Taunting Cobras no formato acústico E COM UM ÚNICO VIOLÃO!!
Porém, a parte segura peão ainda estava por vir.
Da mesma forma que aconteceu no show do dia anterior, ele convidou Mauricio Del Bianco (Soulspell) para o palco para cantar algumas canções. Detalhe: isso foi definido no dia anterior.
O que houve? Vejam por si mesmos:
Eu não tenho PALAVRAS para definir o que senti. Emoção? Alegria? Não sei, só sei que eu chorei o oceano pacífico junto com a minha sis. Eu e 90% dos presentes abrimos as torneiras sem dó. Emocionante é pouco. Um dos momentos mais lindos da noite, e pq não dizer da minha vida também?
Ah, e também teve a Watching in Silence, que ficou muito bonitinha. Ainda mais com todo mundo cantando junto.
A única coisa que eu sei é que eu não lembro de mais nada depois de toda essa overdose de emoções. Depois do show, rolou um meet & greet, com os caras autografando CDs, fotos, ingressos e tudo mais. E extremamente simpáticos e solícitos. E bêbados. Com direito a abraço giratório pula-pula com o Zak Stevens.
MAS, ainda tem outro detalhe. Depois que autografei minhas coisas, fiquei na porta do Blackmore com minha sis e momo. Jogando papo fora, vendo a lua linda no céu. Algo que a gente fazia MUITO em porta de hotel quando éramos mais novas. E víamos as pessoas indo embora. Uma por uma, e com aquela cara de alegria apesar da segunda-feira seguinte.
Mais de onze da noite. Rollie aparece pra fumar. Tiramos fotos com ele, e conversamos um pouco sobre os shows. Ele se mostrou encantado com as pessoas e o público daqui.
Aos poucos, equipamentos saindo. Roadies. Promotores. Aí aparecem o Mitch e o Johnny, a cozinha da banda. Admito que gastei o inglês furreca batendo papo, e novamente muito simpáticos e tudo mais.
Mas faltava alguém. Cadê o figura? Pois bem, ele parecia um pouco puto com alguma coisa, ou extremamente cansado, mas não fugiu da raia e tirou foto comigo, com minha sis e momô. E admito que ganhei todo o fim de semana.

Até chegamos a sair junto com os caras, de carro, mas nos enfezamos diante de tanta volta e fomos direto pra casa. E admito que a calma da sis me assustou MUITO.
Pois bem, mr. Zachary Stevens. Junto com seus comparsas. Obrigada pela noite maravilhosa e por embalarem meus dias. E obrigada por alguns dos momentos mais bonitos e felizes da minha vida.
There I go again
Getting lost in thoughts of you
You're the morning light
The stars that shine
Everything inside
I see you standing there
Then you disappear from view
A vision that I never will forget...
Foi uma noite SEM PALAVRAS! Olha, fazia muito tempo que eu não chorava daquele jeito em show. Foi muito emocionante...e depois de 13 anos finalmente (abafa) consegui abraçar esse homem! Olha sis, até eu assustei com a minha calma depois do acontecido. Acho que é pq eu queria chegar no hotel junto, etc..ainda tinha aquela vibe de "ainda quero mais". Mas nao teve jeito né, a ficha caiu algumas horas depois e ainda fica na minha cabeça aquele abraço gostoso! Acho que nossa viuvez de marido vivo vai durar bem mais do que 1 semana! Virou ancora (interna) rs E que venha o resto de 2011 com boas emoções iguais a de domingo!
ResponderExcluirTe amo SEMPRE sis...e fico mais feliz ainda de compartilhar momentos assim com você, que marcam pra sempre nossa vida (inclusive ligações no meio da edge of thorns)